2 de jul. de 2020


PONTOS A PONDERAR...
Por: Sérgio A. O. Siqueira

A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA TOGA DA MIRONGA
E SEUS POITRINES D’OIE

Só agora o brasileiro se dá conta de que vive na República da Toga da Mironga. Ela começou a ser instalada no Brasil em 1985, quando o emaranhado Zé Sarney, sentou na cadeira de presidente da República que era de Tancredo Neves, aquele que subiu a rampa num sarcófago.

Ele, o sócio majoritário do demolido estado do Maranhão, infiltrou no STF, Celso Decano Curto de Mello, o Ministrel de Tatuí que, só agora por exaustão vai sair de lá;

A consolidação da República da Toga da Mironga, onde se come lagosta e caviar, foi plantada grão a grão, pela pior safra de presidentes que esse país já teve a pachorra e o desplante de carregar nas largas costas.

O segundão pra toda mão, foi o prolixo Big-McAuréolo, batizado em junho de 1990 pelo seu primo e padrinho de capa e espada, Fernandinho Beira-Collor, que saiu do Palácio do Planalto pela porta dos fundos. Big-McAuréolo vai ficar na Gaiola Dourada até meados do ano que vem;

O terceiro ungido dessa republiqueta da Toga da Mironga, foi ele, o Gilmuar das Candongas. O dedo que o indicou, no dia 20 de junho de 2002, para o trono alcandorado foi o fura-bolo e mata-piolho de FHCerume, o Príncipe de sua própria sociologia; esse cara só sai de lá em 2030;

O quarto foi Rick Levianowski que, em março de 2006, inaugurou a era do pau-pau, pedra-pedra de Lulavírus da Silva nos podres Poderes. Levianowski só sai da grande Casa de Amigos, quando seu prazo de validade expirar, em 2023;

E veio o quinto, que não é quinto é quinta: chegou pelas bênçãos do mesmo Lulavagem que dispensa maiores confissões, a católica de Montes Claros, das Gerais, Cármen Lúcida; veio num dia de junho de 2006. Vai-se em 2029;

Eis que chegou a vez do sexto semideus da República da Toga da Mironga: Zé Dias Toffolia que, sob os auspícios do sacrossanto Lulaborto ingressou felicíssimo da vida  no Tribufu em outubro de 2009 e só vai largar o osso em 2042;

Aí veio Luiz Fux-Fux, em março de 2011, como se fora um raio de Fiat Lux emanado pela Dilmandioca Sapiens. Seu adeus às armas se dará tão somente em 2028;

Na sequência, por ordem da Ensacadora de Vento, apareceu a Rosa de Hiroshima, de bomba e cuia, como se fosse a última a saber, posto que vinda da Cidade Sorriso, a efusiva Porto Alegre dos Casais; Rosa ficará na casa até 2023;

O próximo escolhido sem o pecado original de uma simples prova seletiva veio do Rio de Janeiro, pelas mãos de Dilmandioca, a Pedaladora: Lizbeto Barroso. Sua vida no Supremo se estenderá até 2033;

O décimo veio na undécima hora do mês de junho de 2015 pelas mãos dilmáticas: o paranaense de quatro costados, Lizedison Frachin. Fica na Corte até 2033, o ano mais povoado de adeuses dos semideuses;

E, por último, o último dos moicanos: Xandão de Moraes, apadrinhado por Doca Temer, nos estertores do seu governo, já em março de 2017. Esse vai que vai, se assim for, até 2043.

Isto posto e para início de uma nova conversa, assim está e assim é a constituição da Corte que, por Suprema, ao invés de resguardar, manda e desmanda na Constituição-Cidadã 88 dessa pátria, amada, Brasil – tolerante abrigo da intocável, temível, imune e impune República da Toga da Mironga. 

RODAPÉ – O STF não tem culpa; culpa tem a horrenda safra dos tais presidentes que se aproveitaram da Constituição-Cidadã para engavetar a democracia brasileira na sala de cada um dos seus afilhados, todos eles, condenados à gratidão perpétua.

E não tem um deles; não tem um só desses padrinhos que, com seu peito de pato metido a ganso, não faça lembrar a cada um dos seus afilhados o compromisso de agradecimento eterno que, por obrigação, lhes escorre no fundo dos inflados egos, no recôndito dos seus refinados poitrines d’oie.

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