6 de jul de 2018

O FUTEBOL TEM DISSO...

Ora torcer por Neymar... Torcer, pois, por Neymar nada mais é do que a expressão, o jeito de dizer que a bola de Neymar não representa o futebol brasileiro apenas razoável da Copa Brasil, do Brasileirão, da Copa Sul-Americana, da Libertadores... 

Torcer por Neymar é querer que, logo voltemos à magia do futebol de Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos, Gerson, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho e até esse corpulento e obeso senhor Ronaldo Fenômeno, hoje comentarista de TV. Torço por Neymar - não teria nenhum sentido torcer pelo futebol que o Brasil vem jogando nesses últimos oito ou dez anos... 

Se é cai-cai, se usa brincos, se é um outdoor de figurinhas tatuadas da mesma cor, se é irrequieto, mimado, irritante, pra mim tanto faz não me chamo Bruna Marquezine, pô!

BRASIL  x  BÉLGICA
Em Cazã, capital da República do Tartaristão, na porção muçulmana da  Rússia.

Para qualquer eventualidade, desde então, há minutos antes da saída de bola, eu já estava armado de pipoca. Quando se dá esse fenômeno, dificilmente o Brasilintite não se dá bem.

Tava ruim a pipoca. Deixei passar. O mau presságio veio em ondas: do microondas... Eis que no cabalístico 13º minuto... Gol deles. Feito por nós. Escanteio. Bola no primeiro pau. Fernandinho mete a cabeça como bedelho e pronto, gol. Um a zero para os belgas.

Daí fomos pra frente que atrás vinha gente. At que perdemos uns que outros lances de gol, enquanto a Bélgica não se importava de fdar bico pro ar. Chutavam pra cima como quem quer ganhar um leitão assado como prêmio pelo balão mais alto.

E então, traiçoeiramente, com sua alma de vikings, um tal de De Bruyne ou De qualquer coisa que o valha soltou uma bucha da entrada da área. Tava lá: dois para os belgas, bizuca para os brazucas. E assim é que assim terminou a primeira etapa.

Volta o Brasilintite cheio de novidade: saiu Willian que nem chegou a entrar e entrou Firmino, o sorriso que faltava no ataque de nervos dos nosso caríssimos compatriotas. 

Aos 13, o árbitro de vídeo desmarcou um pênalti no menino Jesus. Esse juiz eletrônico, quando setembro vier, bem que poderia assumir a presidência do STF no lugar de Dias Toffoli. Ninguém notaria a diferença.

Aos 30 minutos, Renato Augusto cabeceia no vacuo de duas muralhas belgas e desconta a fatura. A coisa melhorava... Faltava um para ficar 2x2.

E então tá. Neymar com seu primoroso futebol e requintado jeito de cair em campo não ganhou a Copa sozinho para o Brasil. Bem do jeitinho que CR7 não ganhou para Portugal e Messi não ganhou para a Argentina.

E revelou-se então a minha tese: torcer por Neymar é não torcer pelo futebol que vem sendo praticado no Brasil desde a Copa da Dilmandioca, aquela dos 7x1; é torcer para que os dirigentes, técnicos e jogadores brasileiros voltem a jogar a bola que se jogava antes. 

Hoje, o futebol de resultados que garante dirigentes e treinadores nos cargos de seus clubes é isso que aí está: digno de capitular já nas competições domésticas e sul-americanas, onde e quando disputam beleza com qualquer timeco da laia do Cone Sul do mundo. 

Nada é o que parece. É o futebol brasileiro que precisa voltar a jogar o que o Neymar joga.

Acabou a Copa na Rússia. Pra mim, acaba de acabar a tal de Copa do Mundo. Descobri que não gosto tanto de futebol. Gosto mesmo é de ganhar. Tchau, Rússia. Tchau, querida!

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