10 de mai de 2019

01.
EI, BOLSONARO FAZ... E ELES QUE DESFAÇAM!

O tal Centrão é um conjunto de partidos que não possuem orientação ideológica específica. Esse conglomerado quer, mais do que tudo, assegurar sua proximidade ao Poder Executivo de tal modo que o Governo lhes garanta vantagens e lhes permita distribuir privilégios por meio de suas manjadas redes clientelistas.

O Centrão quer fazer do Brasil, na verdade, um grande curral eleitoreiro. Chama-se Centrão porque acha que os outros são direitões e esquerdões. 

Esse Centrão não é necessariamente e nem de longe, um grupo de espectro político-ideológico, digamos, centrista. Trata-se de um agrupamento, um ajuntamento de siglas de orientação conservadora, ou não. 

É composto, na sua configuração originalíssima por parlamentares do chamado Baixo-Clero. Eles atuam, sem qualquer fastio ou medo de errar, conforme seus próprios interesses. No resumo da ópera bufa, o Centrão é fisiologista. Seus integrantes só estão felizes e aliviados só quando satisfazem suas necessidades fisiológicas. Mas é esse bolofedor que aí está que vai continuar des/governando o Brasil. 

E então, perguntar-me-eis: pode isso, ó bofe?!? E responder-vos-ei, não por que seja bofe, mas por que me perguntastes: Pode sim. E até vai ser assim. A menos que... 

A menos que eu diga a Anita o que meu coração palpita: Ei, Bolsonaro vai governando, já, já, à revelia do Centrão, do Congresso de cabo a rabo e do Supremo Dono do País. E então deixa que eles se danem depois na tarefa hercúlea e malfazeja de trocar o feito pelo não feito. Você só vai estar governando, nada mais que governando, meu preclaro presidente.

Faz, Bolsonaro. Faz. Isso não é desobediência civil. Nem militar. Bolas, desobediente e incivilizado é o Centrão que tem hoje, por baixo, por baixo, 350 sequazes dos 513 deputados. Isso é maioria folgadíssima, absolutíssima... Esmagadora. Tratoral. Insolente e petulante, às raias de um Gilmuar, de qualquer muar, de todos os muares.

Se Bolsonaro quiser conversa com eles, vai perder até o dedo mindinho da mão esquerda, aquela que não bate(*) continência. E tem mais: o presidencialismo vai virar parlamentarismo achilenado, com o chileno naturalizado Rodrigo Maia, como seu garboso primeiro-ministro

RODAPÉ - (*) - Tá eu sei que é ''prestar'' continência e não ''bater'' continência. Mas se eu digo que ''não presta continência'', acusar-me-iam prontamente de que estou excomungando o cumprimento militar.

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