11 de mar de 2018

A TRANSTORNADA

Ela não se contém. Cada vez mais assombrada com a própria sorte - 'sorte' aqui, no lugar de 'fortuna'; fortuna aqui, no lugar de destino - Gleisi Boffmann, na terça-feira depois da goleada de 5x0 do STJ pra cima de Lulaleco, resolveu furar a agenda de Cármen Lúcia, dona do Supremo até setembro. 

Ela furou mesmo foi o bloqueio da portaria, mas bateu de frente com as recepcionistas da presidente daquela Magna Corte. 

Informada da tentativa gleisiana de invasão à moda MST, Cármen Lúcia mandou dizer que não estava. Não estava para ela, Gleisi Boffmann, a Tresloucada. 

Pois a Tresloucada transtornou-se: disse coisas, ameaçou meio gabinete da Presidência e bateu boca, bateu pé e dando-se a importância que não tem disse que só deixaria o local do barraco depois de falar com Cármen Lúcia. 

A segurança da Supremacia já estava chegando, quando eis que senão quando, de repente e não mais que de repente, surge assim do nada o seu anjo zeloso e guardador, Dias Toffoli. 

Ele conseguiu convencer a renitente tresloucada a se retirar. Toffoli melou assim o plano patético de Gleisi ser tirada de lá nos braços da Lei e da Ordem e assim dizer-se perseguida política, tão perseguida quanto seu ídolo e mentor, Lula da Silva, aquele que já não serve de tábua de salvação para ninguém nessa nau de insensatos. 

Mesmo no papel de anjo da guarda, Toffoli não conseguiu esconder que bate suas asinhas protegendo o que quer que seja que represente o PT. 

Ainda que se trate de Gleisi Boffmann, o poste iluminado de Lula no já quase defumado Partido dos Trabalhadores.

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