11 de mai de 2018

INTERVENÇÃO

COMANDANTES MILITARES NÃO ACEITAM
O CONTRAGOLPE DA POLITICALHA

Michel Temer foi saber com os comandos militares se eles achariam por bem suspender a intervenção no Rio de Janeiro. 

Ouviu o que merecia ouvir e não gostaria de ter ouvido. 

Os comandantes lhe disseram com aquele jeito jogral de mostrar o furo da bala que isso "quebraria a continuidade dos trabalhos". 

Tradução: "Nós gostamos de concluir o que começamos". Alvejado pela lógica precisa dos interventores, Temer voltou a sua casamata no Planalto com a mochila entre as pernas.

Não se distraia: não, não é porque não estejam gostando da atuação dos militares no Rio de Janeiro que eles querem acabar com a intervenção na Terra do Cristo Redentor... 

É que Temer, os partidos e seus manjados parlamentares estão ansiosos para tratar da manutenção do foro privilegiado e das propostas de emendas constitucionais que acabam com a Lava-Jato. 

Enquanto durar a missão oficial, o Congresso não pode votar nada; néris de pitibiribas. Só por isso, a intervenção, ainda que meia-boca, já valeu a pena.

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