28 de mai. de 2020

PONTOS A PONDERAR...


COMUNICAÇÃO É MUITO MAIS DO QUE
O MUNDARÉU DE AMPLITUDE DA INTERNET

Olhando assim, como quem não quer nada, mas querendo que tudo dê certo, percebo que os ‘doidos por uma propina’ governar não deixaram e não deixam o Bolsonaro governar.

Os trancos e barrancos do seu governo começaram pelos Filhos do Capitão e por aquele bruxo homiziado na Virgínia que, longe de ser mulher é um estado da Terra de Marlboro & Donald Trump.

Outro que não deixa o Jair Bolsonaro governar é o Jair Bolsonaro. Mas nem é tanto culpa dele. Seu maior percalço é a língua presa mais solta que o Palácio do Planalto já viu, depois da língua suja do Lulavagem da Silva.

Lulavagem não dizia palavrão. Cometia-os a torto e direito. Já o Bolsonaro diz o que diz, fala o que fala, por que não tem uma assessoria de comunicação – como Luladino tinha - que saiba o que fazer, ou que goste do que deva fazer.

Quer dizer, Bolsonaro tem um certo aparato de comunicação, mas é o mais disparatado da história dos presidentes desse país. Um aparato que não coordena nem contém os disparates do presidente.

E assim é que, aqui dos cafundós da minha quarentena, com saudade de respirar o pleno sol da liberdade, recomendo a Bolsonaro que avise aos Filhos do Capitão que Internet pode ser até a ‘bala de prata’, mas não é toda a munição que um governante precisa.

Recomendo aqui da minha prisão domiciliar que, enquanto Bolsonaro não desmonta essa secretalhada de comunicação que o faz montar num burro por ‘dá cá aquela palha’, ele cuide pelo menos nessa primeira hora e com presteza, de organizar as idéias de acordo com o tempo que ele tenha antes de falar.

Uma vez com as idéias nos seus devidos lugares, Bolsonaro deve ensaiar – nos átimos de segundos que tiver – a sua apresentação sob holofotes. E, aí o presidente deve então falar de forma suave, sem cacarejar; aninhando-se com a plateia, ao invés de chocá-la.

Dito isso, é recomendável que o presidente-orador cometa uma brincadeirinha boba com seus respeitáveis ouvintes; que fale num filme bom, ou conte uma historinha pessoal que tenha tudo a ver com o que precisa e vai dizer.

Ah, e não deve esquecer, antes de tudo e de mais nada, de avisar aos Filhos do Capitão que comunicação social é um pouquinho mais do que ter o domínio das redes sociais, do que editar fact news, é mais do que a web mídia, do que a tuitagem, e do que o mundaréu de amplitude da Internet e suas circunstâncias universais.

Bolsonaro deve lembrar-lhes que comunicação é jornalismo, relações institucionais, publicidade, marketing, merchandising, o diabo a quatro, a liturgia do cerimonial diplomático e muita cautela e canja de galinha que não fazem mal a ninguém.

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