26 de mar de 2019

PONTOS A PONDERAR

PONTOS A PONDERAR

Vou abusar de vocês: o texto é longo. Mas eu precisava me esbaldar; deitar e rolar, sem chutar cachorro morto. Mas eis que, enfim, Sérgio Moro começa a transformação da Operação Lava-Jato em Movimento Nacional de combate à corrupção e ao crime organizado.

AGORA VAI!
Quem me segue por aqui, sabe que boto fé e todas as fichas na federalização da Lava-Jato; na transformação da Operação em Movimento Nacional de combate à corrupção e aos corruptos.
Penso sempre na transformação de cada uma das 5.570 cidades brasileiras em uma sede da Lava-Jato.
Pois, agora... Alvíssaras! Alvíssaras! Com cabeça fria e pés no chão, Sérgio Moro, dá os primeiros passos firmes, decididos, sem açodamento, no caminho dessa metamorfose da Operação em Movimento.
QUEM FOR BRASILEIRO QUE ME SIGA!
O governo federal se prepara para lançar um plano de enfrentamento aos crimes violentos em cinco municípios, idealizado pelo ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro.
O projeto piloto foi debatido na manhã desta terça-feira entre Moro e os ministros da Educação, Ricardo Vélez, o da Cidadania, Osmar Terra e Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional.
A ideia é colocar o plano em prática já no início do segundo semestre.
Moro, explica que haverá uma ação conjunta das forças de segurança pública federais, estaduais e dos municípios.
O objetivo é a “redução drástica da criminalidade, envolvendo aí não só ações ostensivas, mas também ações de investigação para retirar de circulação o criminoso e especialmente as gangues violentas por um bom tempo”.
LAVA-JATO EM MOVIMENTO
Logo em seguida, numa segunda etapa serão realizadas ações sociais, políticas urbanísticas, políticas na área da cidadania e da educação.
Moro já antecipou que também serão incluídos no pacote iniciativas nas áreas da “saúde, direitos humanos e políticas de promoção econômica para redução drástica da criminalidade nesses locais.
Viu só?!? É disso que a gente vem falando por aqui. O bom é que vem de forma sistemática, organizada e paulatina. O bem começa a se espalhar por todo o território nacional. Começa devagar e sempre.
Para início de conversa, cinco municípios estão sendo definidos, como uma espécie de plano-piloto da extensão da Lava-Jato. É o início da capilaridade que estava faltando para a Lava-Jato.
Moro não quer os louros para si mesmo. Ele conta que a ideia tem inspiração em uma experiência europeia, que é um contrato de gestão de segurança local.
E debulha o assunto: “É colocar a União como responsável também direta para a redução da criminalidade, sempre em parceira com Estado e município”.
Pronto, é disso que a gente tem falado aqui. E sabe o que é bom nisso tudo? O pacote anticrime vai sendo colocado em prática sem nenhuma necessidade do dedo mágico de Maia, o proprietário da Câmara de Deputados.
Mais que colocar o pacote em prática, Moro está começando a transformar a Operação em Movimento. E não precisa de barganhas, nem de toma lá, dá cá.
E olha como a coisa começa a se dar, segundo o super ministro: “Na prática vai ser feito uma espécie de contrato entre União, Estado e município, em que as três unidades da federação vão dar os braços para atuar em conjunto para a redução drástica da criminalidade nesses municípios que sofrem especialmente com esses elevados índices de violência”.
CAUTELA E CANJA, OU: DEVAGAR E SEMPRE
E eis aqui e agora a prova de que cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém:
“O projeto é piloto, por isso não é um projeto abrangente, porque nós precisamos aprender com a experiência e colocar a União mais diretamente responsável em parceria com Estados e municípios nesse controle da criminalidade urbana”, lavajatou Sérgio Moro.
O melhor de tudo para nós, e um tapa sem luva nas bochechas flácidas dos parlamentares parlapatões é que a iniciativa não se confunde com os projetos de lei anticrime propostos pelo governo e pelo ministro ao Congresso.
Está sendo aberta, finalmente, outra frente de ação que o Executivo pode implementar sem depender do Parlamento. “É diferente, são medidas legislativas que visam a uma mudança geral, um tratamento mais rigoroso, contra a criminalidade violenta, organizada e o crime de corrupção. Mas aqui estamos falando de ações concertadas”, explicou Sérgio Moro sem tripudiar e nem sequer chutar cachorro morto.
MAIS DO QUE CAÇAR CORRUPTOS...
E por que o MEC e a Pasta da Cidadania estão no meio disso tudo? Elementar, meus caros Watsons... O próprio ministro Osmar Terra, da Cidadania, disse que o plano é inédito no País por aproximar o governo federal para a gestão da segurança.
Para Osmar Terra, o pacote legislativo é apenas uma parte do que está sendo discutido entre os ministros. E destrincha o pacote:
“O ministro está liderando uma coisa inédita. Uma mobilização inédita no País, onde a segurança sempre foi jogada para as mãos dos municípios e dos Estados”. Terra ainda fez questão de salientar que o governo federal agora pretende liderar o processo.
O Ministério da Educação participará também desse projeto. O ministro Vélez Rodríguez elucida a participação da sua pasta. Ele já adiantou que recursos podem ser redirecionados do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação para o plano. E foi didático:
“O fator educacional é importantíssimo. Não basta repressão. É necessário que haja ação o social. E dentro da ação social a parte educacional é fundamental para diminuir os índices de violência”, afirmou. O ministro disse que buscaria potencializar experiências positivas verificadas na Colômbia e em São Paulo.
MORAL DA HISTÓRIA – Sérgio Moro dá início, sem a menor necessidade de consultar o Congresso, à transformação da Operação Lava-Jato, em Movimento Nacional de combate à corrupção e ao crime organizado pé de chinelo ou de gravata e colarinho branco.

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